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Espetáculo Quanto Custa? volta em cartaz no Teatro Pequeno Ato

 Após circular por mais de dez cidades do interior do estado, além de temporada em Brasília, peça volta para quarta temporada em SP reabrindo a programação do Pequeno Ato. Suspense permeia adaptação premiada de Pedro Granato para texto inédito de Bertolt Brecht. Curta temporada de 25 de fevereiro a 11 de março com sessões às quintas e sextas, às 21h

Montagem do diretor Pedro Granato, o espetáculo Quanto Custa? volta em cartaz dia 25 de fevereiro, quinta-feira, às 21h, reabrindo a programação do Teatro Pequeno Ato. O drama de suspense é uma adaptação de dois textos complementares do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) Quanto Custa o Ferro e Dansen. As sessões acontecem às quartas e quintas, às 21h, até 11 de março.

Os atores Paulo Federal, Pedro Felício e Ernani Sanchez são três comerciantes que que convivem harmoniosamente em uma pequena rua até que a notícia de um cruel assassinato muda suas rotinas. A morte se deu no entorno das lojas e o principal suspeito é um empresário forasteiro, que propõe contratos de sociedade com os três: O açougueiro Dansen, o vendedor de ferro Svenson e a jornaleira Sra. Norsen.

A peça estrou em 2013, cumpriu três temporadas em São Paulo, uma em Brasília, viajou por mais de dez cidades do interior paulista contemplada pelo PROAC – Circulação e foi premiado como Melhor Espetáculo em Espaço Convencional no Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro.

O diretor Pedro Granato destaca a importância do texto no atual cenário politico nacional. “Estamos vivendo um momento histórico com tantas denúncias de corrupção, extorsão e investigação que a peça ganhou um novo significado. Temos políticos como o Eduardo Cunha no poder e, embora todos saibam que ele é culpado nos processos pelos quais é investigados, continuam negociando de acordo com suas conveniências. A peça traz à tona esse tipo de relação por isso é importante voltar em cartaz.”

Na peça, os negociantes muitas vezes pensam que enquanto estão ganhando podem fazer coisas absolutamente injustas e absurdas. “A intrincada trama de assassinatos, dúvidas, traições e interesses comerciais serve de pano de fundo para retratar e questionar os valores da sociedade contemporânea, por meio do suspense ininterrupto”, afirma o diretor Pedro Granato.

Percebendo que estes contratos podem levar a novos assassinatos, os vizinhos criam uma relação de intriga, suspeita e tensão que dá o tom do enredo. “Durante a peça o público fica na expectativa sobre o que vai acontecer”, afirma Granato. O diretor destaca o fato da peça voltar ao teatro onde foi gestada. “No Pequeno Ato temos uma relação mais intimista com a plateia, da para ver detalhes do cenário e os pequenos gestos dos atores.”

Unindo a dramaturgia própria de Brecht a referências estéticas cinematográficas que vão do cinema do diretor americano Quentin Tarantino a filmes como Dogville, de Lars Von Trier; O Iluminado, de Stanley Kubrick; Delicatessen, de Jean-Pierre Jeunet, e o documentário canadense The Corporation (A Corporação), de Mark Achbar e Jennifer Abbott, a montagem propõe um novo olhar sobre o texto.

“Brecht teve uma influência grande na forma de fazer teatro no mundo, porque seus textos fazem críticas sobre os problemas da sociedade. Estudei suas peças e descobri que duas delas tinham características muito interessantes, bastante sombrias. Elas contavam a mesma história, mas com dois pontos de vista diferentes. Gostei e tive vontade de explorar esse tom soturno”, explica Granato.

O texto original servia como uma parábola irônica para o contexto da segunda guerra mundial. “Nossa montagem se concentra no tom soturno dos personagens e nas mazelas e mecanismos da lógica mercantil. Buscamos conferir um peso que é específico e atual ao mesmo tempo a esse texto, comenta Pedro.

A trilha sonora e narração são assinadas por Rafael Castro, expoente de uma nova geração de compositores. A direção de arte de Marinês Mencio cria uma atmosfera de tom fantástico: sombria e rica em detalhes. Fugindo do realismo, o trabalho esmiuçado de atuação se soma à inventividade do cenário e figurino, que mescla as lojas aos comerciantes, cada um caracterizado com um tipo diferente de material. A iluminação cria jogos de luz e sombra, instaurando o suspense das situações.

SINOPSE

Em uma rua de comércio, três vizinhos convivem em harmonia: o vendedor de porcos Dansen, a jornaleira Sra. Norsen e o comerciante de ferro Svenson. Tudo se transforma quando recebem a notícia de um cruel assassinato. Eles passam então a receber a visita de um estranho cliente. Ele propõe acordos e contratos de negócios com todos. A violência torna-se cada vez mais presente e próxima, mas os vendedores, não fazem nada a respeito até que seja tarde demais.

 Sobre o diretor Pedro Granato

Diretor formado em Cinema e Vídeo pela ECA-USP. Participou do Directors LAB no Lincoln Center em Nova Iorque em 2014. Dirigiu as peças: “Até que deus é um ventilador de teto” de Hugo Possolo, “Fortes Batidas” que também escreveu, vencedora dos Prêmios APCA de “Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional” e Prêmio Especial pela Experimentação de Linguagem no Prêmio São Paulo, “Submarino” de Leo Moreira, “As Lágrimas Quentes de Amor que Só meu Secador Sabe Enxugar” que escreveu em parceria com Paula, “IL Viaggio” texto de Marcelo Rubens Paiva a partir de roteiro inédito de Federico, “Navalha na Carne” texto de Plínio Marcos, “Criminal” texto de Javier Daulte, “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare com a Cia. do Novelo e recentemente “Você não está aqui.” que escreveu com o ilusionista Ricardo Malerbi.

Durante 12 anos dirigiu o IVO 60, grupo contemplado 5 vezes pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro criando 5 espetáculos que circularam por todo o país. Presidente do MOTIN – Movimento dos Teatros Independentes de São Paulo e dirige e administra o teatro Pequeno Ato em São Paulo.

Ficha Técnica:

Quanto Custa?. Texto: Bertolt Brecht. Tradução: Christine Röhrig e Marcos Americo Renaux. Adaptação e  Direção: Pedro Granato. Assistente de Direção: Diego Dac. Elenco: Ernani Sanchez, Paulo Federal e Pedro Felício. Direção de Arte: Marinês Mencio. Iluminação: Uirá Freitas. Trilha Sonora Original: Rafael Castro. Direção de Produção: Carla Estefan. Assistente de Produção: Nuno Carvalho. Operação de Luz: Vinicius Andrade. Operação de. Som: Edson Luna. Cenotécnicos: Bygdin e Edson Luna. Fotos: Ding Musa. Design Gráfico: Anna Turra. Vídeo: Beto de Faria. Gênero: Suspense. Duração: 60 minutos. Recomendação etária: a partir de 12 anos.

Serviço:

Quanto Custa?De 25 de fevereiro a 11 de março no Teatro Pequeno Ato.

Temporada: Quintas e sextas às 21 horas. Ingressos: R$30 e R$15.

Capacidade: 30 lugares.

TEATRO PEQUENO ATO – Rua Doutor Teodoro Baima, 78, Consolação. Telefone – 99642-8350. A bilheteria abre uma hora antes do espetáculo. Aceita cartão. Estacionamento ao lado. Ingressos antecipados em: http://www.sympla.com.br/pequenoato

Assessoria de imprensa

Adriana Balsanelli

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