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Espetáculo infanto-juvenil Fósforos, Nuvens e Passarinhos estreia dia 2 de outubro

Link para fotos – http://migre.me/v2JFV

O espetáculo infanto-juvenil Fósforos, Nuvens e Passarinhos estreia dia 2 de outubro, domingo, às 16h. A montagem marca os 10 anos do Teatro da Travessia que continua sua investigação acerca do espaço não convencional e convida a plateia para uma jornada itinerante. Ingressos gratuitos.

Com direção de Simone Grande (Fundadora do grupo As Meninas do Conto), a peça começa na Casa Tombada, na Rua Ministro Godoi, 109, em Perdizes, e segue por ruas e vielas até um parque, repleto de árvores centenárias e pequenos animais. Um cenário em que a própria natureza revela a dimensão do significado de ser livre. As sessões são sempre aos domingos, às 16h, e às segundas-feiras, às 15h. (Escolas podem agendar horário para grupos na sessão de segunda-feira).

A peça conta a história de três crianças com idades próximas, porém de lugares e épocas diferentes. Na trama, passado, presente e futuro se embaralham na tentativa de mostrar os conflitos, desejos e angústias inerentes ao universo infantil, em qualquer tempo ou lugar. O que une as três narrativas é o fato de que as histórias se passam na véspera do ano novo, época em que as esperanças se renovam e poderão conduzir esses personagens para a realização de sonho comum a todos: a liberdade.

A dramaturgia colaborativa é baseada nos contos O Menino das Capas de Chuva, de João Anzanello Carrascoza (texto inédito e escrito especialmente para o grupo), A Pequena Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen, e a saga do menino-passarinho, um fato que aconteceu no bairro de Higienópolis e tornou-se conhecido por meio de uma série de reportagens feitas pela imprensa.

A adaptação de literatura e textos não-dramáticos é um dos pilares da pesquisa cênica do Teatro da Travessia, que está em seu quarto espetáculo. “O que nos instiga é justamente este trabalho de transposição de um conto, por exemplo, para a dramaturgia cênica. A amarração dos contos se deu a partir de improvisações e experimentos no espaço, tendo em vista o caráter itinerante do espetáculo, o primeiro do grupo feito para o público infantil. O tema do trabalho infantil se mostrou forte nas três histórias, bem como a liberdade que tanto buscamos no mundo. Temas fortes vistos a partir do ponto de vista de três crianças”, explica o ator Francisco Wagner.

Contemplados pelo Prêmio Zé Renato da Prefeitura de São Paulo, o grupo foi tocado por uma reportagem de jornal em 2014, sobre um “menino-passarinho” que estava morando numa árvore no bairro de Higienópolis. “A história desse menino pobre que veio da cidade de Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, de carona e escondido num caminhão-cegonha, nos sensibilizou. Ele foi, durante meses, a figura central de uma luta envolvendo os moradores de Higienópolis: aqueles que queriam que ele fosse retirado dali imediatamente, por se tratar de uma “poluição visual”, e aqueles que fizeram de tudo para que os direitos do menino fossem preservados, inclusive sua liberdade de ir e vir”, conta Wagner.

A trilha sonora é executada ao vivo pelos atores, que cantam e tocam alguns instrumentos. São músicas pontuais que auxiliam a narrativa, trazendo o lirismo e o clima de cada cena.

A diretora Simone Grande ressalta a questão constante da violência infantil, seja com relação à moradia, ou ao trabalho. “Demos voz a histórias que frequentemente são esquecidas, para que as crianças que irão assistir ao espetáculo, ao menos tomem contato com o que se passa ao nosso redor, e que futuramente possam contribuir para diminuir as desigualdades”, afirma.

Sobre o Teatro da Travessia

O primeiro espetáculo, Dias Raros, baseado na obra de João Anzanello Carrascoza, com direção de Luiz Fernando Marques, estreou em 2008, excursionando diversas temporadas no Brasil e em 5 cidades do exterior, na França e Guiana Francesa.

Em 2010, o grupo foi contemplado no edital público Bolsa Funarte de Residência em Artes Cênicas para a criação do segundo espetáculo, Colóquio Internacional Sobre o Amor. Além do apoio do edital, importantes parcerias somaram-se a esse projeto, como a do diretor Philippe Goudard, da Universidade Paul-Valéry Montpellier III e da Universidade Estadual Paulista (UNESP). A peça estreou em Montpellier, na França, e seguiu em turnê pela região de Languedoc-Roussillon. Em julho do mesmo ano, estreou no Brasil, com temporada em São Paulo e cidades do interior.

Em 2012, o grupo convidou, em sua segunda criação intercultural, a autora e diretora canadense Julie Vincent, da Cia. Singulier Pluriel (Canadá/Québec). O resultado dessa parceria foi o espetáculo Conto sobre mim. A peça surgiu a partir da tradução e adaptação dos contos da autora canadense, da obra intitulada La Robe de Mariée e de contos de João Anzanello Carrascoza, escritos exclusivamente para o projeto. Conto sobre mim teve sua estreia em abril de 2014, no Quebéc, Canadá e, no Brasil, em agosto de 2014.

Ficha técnica:

Direção: Simone Grande. Dramaturgia: Teatro da Travessia. Assistente de direção: Paulo Arcuri. Elenco: Bruno Cordeiro, Fernanda Stein, Francisco Wagner, Heidi Monezzi, Lucélia Machiavelli e Roberta Stein.

Serviço:

FÓSFOROS, NUVENS E PASSARINHOS

Temporada: De 2 de outubro a 14 de novembro – Domingos às 16h.

Segundas-feiras às 15h (horário reservado para escolas agendadas).

Ingressos: Grátis.

Duração: 80 minutos.

Capacidade: 30 lugares.

Recomendação etária: partir de 8 anos.

Reserva pelo telefone (11) 99555-1386.