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A cidade de Brasília é inspiração para espetáculo de dança Vinil de Asfalto em curta temporada na Galeria Olido

(Assessoria de Imprensa)

A cidade de Brasília com sua arquitetura e plano urbanístico serviram de inspiração para a criação do espetáculo de dança Vinil de Asfalto, montagem do Coletivo Edson Beserra e Seu Composto de Ideias, que estreia dia 3 de setembro, quinta-feira, às 20h, na Galeria Olido. A curta temporada vai até 13 de setembro, com apresentações gratuitas, de quinta a domingo.

Com direção de Edson Beserra, que também está em cena ao lado de Lavínia Bizzotto, Marcos Buiati e André Liberato, as coreografias evidenciam silêncios e pausas da cidade por meio de processo corporal surgido da memória, do encontro e da sutileza da escuta.

O brasiliense Edson Beserra integrou o elenco de importantes companhias de dança como Grupo Corpo, Deborah Colker Cia de Dança e Quasar Cia de Dança. Vinil de Asfalto é sua segunda montagem à frente do coletivo, onde o intérprete pesquisa a transversalidade de linguagens artísticas, por meio da fusão de conceitos e ferramentas do cinema, artes visuais, arte-tecnologia, música e a dança.

Em função de seu plano piloto, Brasília se ergueu sobre uma estrutura geográfica rara, uma arquitetura e planejamento urbano extremamente singulares. Uma cidade que causa espanto a todo novo visitante. “Brasília tem em seus traços, além da assinatura de Oscar Niemeyer, a presença marcante de muitos espaços desocupados, grandes vãos, que nos trazem uma sensação de silêncio, ora recheado de vazio, ora de memórias”, explica o diretor.

A montagem é uma metáfora sobre estes trajetos, linhas e curvas, em que o movimento acontece, desenhando a musicalidade cotidiana de corpos em transição, onde esta cidade se move, onde os corpos passeiam e seus rastros são deixados, para serem ocupados por novos corpos. Edson Beserra trabalha com coreografias estruturadas, focando sua exploração nas efemeridades, no uso do espaço e do tempo. Partindo da improvisação como ferramenta para a descoberta de novas possibilidades de encenação, o diretor se apoia na qualidade de seus interpretes.

Ao fundo do cenário são projetadas imagens do Distrito Federal em três telas brancas que vão do urdimento ao palco. O assistente de direção Marcos Buiati aparece em algumas cenas projetadas. “Suas imagens juntamente com as imagens da cidade buscam um elo com a memória, com o que se passa e se repete no dia a dia de uma metrópole,” comenta Beserra.

A trilha sonora traz em seus arranjos, ruídos urbanos. Algumas cenas são embaladas por sons de carros, das cigarras, do vento e até os silêncios. Outras trazem composições que fazem o uso de violão e piano. “Meu pedido ao diretor musical foi o de privilegiar o eco, o que reverbera e se transforma, elementos muitos fortes na encenação”.

O figurino é composto de peças prontas, que vão de tecidos leves a alfaiataria em tons de cinza e branco, privilegiando linhas que remetem a arquitetura da cidade, ao asfalto. A luz traz em seu conceito básico o branco, potente, quase onipresente, quebrado apenas pela luz gerada pelas projeções e por um âmbar nos minutos finais da encenação.

O espetáculo é resultado do projeto Cidade que Move, com pesquisa desenvolvida ao longo de dois anos contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013. Estreou na programação do Festival Dança França Brasil, no CCBB de Brasília, em 2014.

Sobre o diretor

É coreógrafo, professor, produtor e pesquisador da Dança Autoral. Foi bailarino durante quase 8 anos do Grupo Corpo Cia de Dança, com seu trabalho reconhecido por críticos no The New York Times e na Folha de São Paulo. Também trabalhou na Cia de Dança Deborah Colker e na Quasar Cia de Dança. Seus projetos foram aprovados em editais da Caixa, da Funarte, da OI, do FAC – Fundo de Apoio a Cultura do DF e contemplados com os Prêmios Funarte Klauss Vianna 2012 e 2013.

Ficha Técnica:

Direção, Coreografia e Concepção Geral: Edson Beserra. Bailarinos: Lavínia Bizzotto, Marcos Buiati, Edson Beserra e Andre Liberato. Assistente de Coreografia: Marcos Buiati. Desenho de Luz: Moizes Vasconcellos. Direção Musical: Tomás Seferin. Filmes: Edson Beserra e Cassio Sader. Direção de Palco: Emmannuel Queiroz.

Serviço:

VINIL DE ASFALTOEstreia dia 3 de setembro na Galeria Olido – Sala Paissandu. Temporada – Quinta à sábado às 20h e domingo às 19h. Até 13 de setembro. Duração – 45 minutos. Classificação – 12 anos. Grátis (Ingressos serão distribuídos uma hora antes do espetáculo).

GALERIA OLIDO – Avenida São João, 473. Centro. Telefone – 3397 0171.